Ressonância magnética: quais os tipos, o que ela identifica e quando é indicada

Publicado em 06/08/2018260
Ressonância magnética: quais os tipos, o que ela identifica e quando é indicada

Você sabe qual é a importância da clínica de ressonância magnética para a sua saúde? Esse é um local especializado em um dos exames de imagem mais avançados disponíveis atualmente, que permite a visualização do interior do corpo sem a necessidade de cortes.


O que a ressonância magnética identifica:

Devido à sua grande capacidade de identificar o conteúdo de água e capturar a diferença que os tecidos apresentam em relação a esse fator, a ressonância magnética é utilizada principalmente para examinar tecidos moles, que são mais ricos nessa substância.

Dessa forma, ela pode ser utilizada em diversas áreas da medicina, como neurologia, cardiologia e angiologia, entre muitas outras, sendo de grande importância tanto na rotina quanto em situações de emergência.

Por ser um exame tão abrangente, as possibilidades de diagnóstico são muitas. Conheça algumas das principais:


  • Distúrbios neurológicos: epilepsia, toxoplasmose, mal de Alzheimer, esclerose múltipla e outras doenças degenerativas;
  • Complicações vasculares: aneurisma, aneurisma roto, acidente vascular cerebral, infarto, coágulos, hemorragia, trombose;
  • Condições do abdômen: apendicite, abscesso, colecistite, perfuração de vísceras ocas;
  • Condições dos rins e das vias urinárias: litíase, malformações;
  • Condições do pâncreas: pseudocistos, pancreatite, coledocolitíase, neoplasia;
  • Pelve feminina: endometriose, mioma uterino, tumor pélvico;
  • Pelve masculina: câncer de próstata, condições da bexiga, infecções;
  • Lesões osteomusculares: cistos, hérnia de disco, tendinite, fraturas, rompimentos;
  • Massas, nódulos, inflamações etc. localizados em diversos órgãos, como cérebro, bexiga, intestino, próstata, útero e ovários;
  • Tumores benignos e malignos.


Indicações da ressonância magnética:

Por oferecer resultados altamente detalhados, não ser invasivo e não utilizar radiação ionizante, a ressonância magnética provavelmente seria o exame de escolha sempre que fosse necessário investigar o interior do corpo humano.

Porém, como esta é uma técnica de alto custo e é considerada desconfortável para pessoas com claustrofobia, o paciente costuma ser encaminhado para a clínica de ressonância magnética somente quando outros exames não oferecem a nitidez necessária.

Mesmo oferecendo resultados superiores a exames como ultrassom e radiografia, essas técnicas ainda são preferidas quando se trata de investigar, respectivamente, cálculos na vesícula e pneumonia, por exemplo.

Dessa forma, a ressonância magnética costuma ser indicada apenas quando os demais exames de imagem não forneceriam resultados satisfatórios, como na investigação de condições neurológicas, tumores, ligamentos, articulações e vasos sanguíneos.


Tipos de ressonância magnética:

As clínicas de ressonância magnética oferecem diversas variações desse exame em relação à área do corpo que será estudada, ao uso do contraste, ao emprego do stress farmacológico e à técnica utilizada. Esses aspectos podem ser combinados conforme a solicitação médica.


Tipos de ressonância magnética em relação à área estudada:

  • Crânio: identifica lesões localizadas na face, base do crânio, encéfalo, cerebelo, ouvidos, tronco-encefálico etc. e ajuda a detectar malformações, hemorragias, tumores, trombose, infecções e outras alterações;
  • Pescoço: permite a avaliação de órgãos como faringe, laringe, traqueia, glândulas, linfonodos, plexo braquial e músculos em busca de alterações;
  • Coluna: avalia desde a junção crânio-cervical até o cóccix para a detecção de tumores, áreas de calcificação e fraturas na coluna e na medula espinhal;
  • Abdômen, tórax e pelve: examina os órgãos contidos nessas cavidades para a detecção de infecções, massas e tumores;
  • Articulações: detecta alterações e lesões nos tecidos moles localizados dentro das articulações, como tendões, ligamentos e bursa.


Tipos de ressonância magnética em relação ao contraste:

  • Sem contraste: a ressonância raramente é feita sem o contraste, pois ele ajuda a dar ainda mais nitidez às imagens. Esse recurso costuma ser dispensado quando se pretende estudar um osso;
  • Com contraste: é feita a aplicação intravenosa de um contraste derivado do gadolínio. Quase sempre é necessário utilizá-lo na investigação de tumores.


Tipos de ressonância magnética em relação ao stress:

  • Sem stress: o exame é feito normalmente, sem que haja nenhum estímulo externo intencional;
  • Com stress: é o exame feito em associação com um estímulo externo que mimetiza uma condição, de modo a permitir a observação da resposta do organismo para determinada situação.


Tipos de ressonância magnética em relação às técnicas:

  • RM funcional: identifica alterações no metabolismo cerebral durante atividades como leitura, escrita, cálculo ou movimentação do corpo;
  • RM de perfusão: permite estimar o fluxo sanguíneo para uma região, seja para detectar uma diminuição em casos de AVC ou um aumento em direção a tumores;
  • RM ponderada em difusão: identifica alterações no movimento das moléculas de água no interior de células com comportamento atípico. Utilizada principalmente para detectar o início de um AVC;
  • Espectroscopia por RM: emprega ondas de rádio emitidas de forma quase contínua no lugar de pulsos, o que permite identificar condições que atingem o cérebro, como convulsões, mal de Alzheimer, tumores e abcessos;
  • Angiografia por RM: é utilizada para o estudo dos vasos sanguíneos, podendo detectar problemas na aorta, estreitamento de artérias periféricas, coágulos nas veias, aumento do fluxo sanguíneo para tumores e massas dentro dos vasos.


Fonte: https://diagrad.com.br/ 


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